Parecer sobre o Exame Nacional de Matemática A (código 635) de 2.ª fase

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O Exame Nacional de Matemática A (código 635) de 2.ª fase está em conformidade com a informação - prova e não contém erros científicos, tendo uma extensão adequada.

Consideramos que as questões têm, de uma maneira geral, um nível de complexidade que se considera médio, não havendo itens demasiado fáceis nem de grau de complexidade superior, ainda que a maior parte das questões exijam vários passos.

Não podemos deixar de lamentar o facto de os exames da 1.ª e da 2.ª fase terem um grau de dificuldade tão diferente, o que coloca em causa a fiabilidade do processo de elaboração destas provas e que pode colocar inevitavelmente problemas de equidade no acesso ao ensino superior.

A tentativa de subordinar o enunciado a dois referenciais de avaliação distintos acabou por gerar itens desequilibrados, confusos e por vezes contraproducentes do ponto de vista pedagógico. Mais uma vez, no item que visa avaliar a utilização da calculadora pede-se textualmente aos alunos para «não justificar a validade do resultado obtido na calculadora», antítese do método científico e da boa utilização da tecnologia, que deve ser sempre acompanhada de espírito crítico.

A Sociedade Portuguesa de Matemática considera que este modelo de exame – assente na interseção de dois referenciais distintos – é inviável para uma avaliação séria do trabalho desenvolvido por professores e alunos durante este ano letivo. Apelamos ao Ministério da Educação para que abandone esta opção, que se mostrou desastrosa, e elabore no próximo ano letivo – tal como a SPM recomendou há mais de um ano – duas provas distintas, uma para cada programa.

 

Para mais informações, contactar:

Gabinete de Imprensa da SPM: Ana Figueiredo, 933 478 494

 

Publicado/editado: 20/07/2018